Museu do IpirangaMuseu do Ipiranga, ou Museu Paulista, um dos pontos visitados pelo tour.

 

Há uns 2 finais de semana fui com a Larissa (sim, a minha amigona que agora colabora com o blog ! rs) fazer um tour por São Paulo. Isso mesmo, a paulistana aqui foi conhecer mais da história da sua cidade com o Giro Cultural USP em um tour chamado “A USP e a São Paulo Modernista”. Esse roteiro surgiu depois do Giro Interno na USP, para que a população pudesse conhecer melhor a cidade universitária, pessoas como eu por exemplo, não sabiam por exemplo que haviam 5 museus lá dentro ! Rs..

Minha sensação foi a mesma de quando somos apresentados formalmente à uma pessoa que conhecemos de vista sabe ? Aquela sensação de “te conheço, apesar de não nos conhecermos de verdade”… Fui apresentada à lugares pelos quais eu já tinha passado mas, na pressa habitual típica dos paulistanos, esquecia de olhar com os mesmos olhos que olho para as construções históricas das cidades que conheço pela primeira vez.

O ponto de encontro foi a catraca do metrô Alto do Ipiranga e no nosso grupo, com cerca de umas 25 pessoas, haviam muitos paulistas que, assim como eu, queriam conhecer melhor a cidade, além de pessoas de outros lugares como Brasília e Fortaleza.

Partimos do ponto de encontro em um ônibus de viagem novíssimo, com ar condicionado, banheiro, kit com bloquinho, caneta do tour e panfletos informativos, microfone para a guia e tudo mais. Já começou bem e me surpreendendo, já que por ser um tour gratuito, eu esperava tudo beeem simples (tá, no meu Fantástico Mundo de Bob imaginei que o ônibus seria um pau de arara ! kkkk). Ponto positivo aí !

A intenção do roteiro que faríamos era contextualizar a cidade dentro do movimento modernista e para isso tivemos guias que eram mestrandos e doutorandos em antropologia e arqueologia do Núcleo de Antropologia e Urbanismo da USP, e que trabalham com espaços urbanos, além de uma guia de turismo. Todos muito simpáticos e muuuito bem preparados. Mais um ponto positivo !

Para fazer a gente entrar no clima do tour, assim que o ônibus saiu foi colocada uma obra de Villa Lobos chamada “A menina e a canção”, que tem a integração de elementos brasileiros à ópera, para ilustrar o modernismo na música. Tudo muito cultural ! Rsrs..

A primeira parada foi feita no Museu Paulista, ou Museu do Ipiranga, como a maioria de nós o conhecemos.

A obra, feita pelo mesmo empreiteiro que construiu o Mercado Municipal e financiada pela venda de títulos por Dom Pedro II, foi inaugurada em 1890 enquanto ainda não estava finalizado, com sua parte interna ainda “em estado bruto” Rsrs.

 

Museu PaulistaA fachada do Museu do Ipiranga

 

Giro Cultural USPUma das ótimas explicações dadas pelos nossos guias

Jardim do Museu do IpirangaO jardim do Museu, baseado nos jardins do Palácio de Versailles

OLYMPUS DIGITAL CAMERAA parte da frente do museu que é como um parque, com muuitos skatistas

 

O jardim, uma réplica (bem modesta, claro ! rs) do jardim de Versailles, também foi feita de forma “cenográfica”, com o terreno em que ele se encontra (e que era um enorme pântano na época) tendo que ser rebaixado 16 metros em relação à construção principal.

Saímos do Museu Paulista em direção à nossa próxima parada e no caminho foram nos dando mais explicações obre o bairro do Ipiranga. Eu, apaixonada por história que sou, fiquei encantada com o bairro !

Uns dos primeiros moradores do local foram o membros da família Jafet, que à convite de Dom Pedro II vieram para o Brasil ajudar no desenvolvimento têxtil do país. No auge de sua indústria, a região abrigava 22 palacetes da família e 350 casas de funcionários.

Das moradias da família restam ainda alguns casarões (acho que uns 6), um chamado Palácio dos Cedros e está disponível para locação para eventos, outro está à venda (e eu fiquei doidaaa, quase fui na Caixa Econômica ver se eles me liberavam um financiamento de 100 anos ! kkkk), e outros são moradias que me pareceram super bem conservados, pelo menos vistas do lado de fora.

Passamos também pelo Parque Dom Pedro, que apesar de hoje ser um local meio perigoso e decadente foi construído com o intuito de ser um ponto de diversão e socialização na cidade e seguimos passando por outros pontos históricos da cidade, como a Praça da República, que soubemos através dos nossos guias que haviam toradas no local (!!!!!) no século 19, Praça Roosvelt, praça modernista de ocupação da cidade construída nos anos 50 entre outros. Apesar de já conhecer muitos desses pontos, saber qual o seu contexto histórico dentro da cidade fez com que eles criassem outros significados para mim…

Depois desse percurso, fizemos nossa segunda parada, na sede da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP, no bairro de Higienópolis.

A construção, uma vila que abrigava a família do Conde Álvares Penteado, foi construída em 1902 com a influência de elementos orientais e art nouveau, era chamado de algo como “A casa das linhas estranhas”, por ser totalmente à frente da estética do seu tempo.  Fiquei completamente encantada com o prédio !

Pena que não pude tirar fotos do interior do prédio porque é proibido ! =(

 

Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP

Vila Penteado

FAU Maranhão

Vila do Conde Álvares Penteado

 

O prédio fica aberto todos os dias por causa das aulas de pós graduação que acontecem lá, mas para visitas guiadas, eles só abrem para o pessoal do Giro mesmo ! Mas fora isso, existem alguns eventos como concertos que acontecem aos finais de semana por lá. AQUI você pode ficar sabendo em que datas esses eventos acontecem ! 😉

Depois dessa passagem por esse túnel do tempo, voltamos para nosso ônibus, aonde tinham lanchinhos esperando por nós (novamente surpreendida ! Aliás só a água gelada disponível já fugia do que eu estava esperando ! Rsrs) e partimos para o Parque do Ibirapuera, para visitar o prédio do MAC, o Museu de Arte Contemporânea.

 

Giro Cultural USPO lanchinho servido durante o trajeto, inclusive com opções light ! Rsrs..

 

MAC

 

Giro  Cultural USPNossos guias mara !

Balanço final do Giro Cultural USP: óteemo !!! Mais do que recomendado !! 😉

 

 

Autor

Juliana Rosa é apaixonada por viagens, esportes, arte, música e criatividade em geral e conta aqui no blog um pouco das suas andanças.

2 Comments

  1. Ai, que massa poder descobrir os cantinhos da nossa cidade, né? E com essasuper infraestrutura: guias com bom conhecimentos, ônibus nos trinques e ainda tinha lanchinho, era? Muto legal!
    Ah, tb gostei das fotos. Estão lindas!
    Beijão!

Deixe uma resposta