Casa Rosada

Minha amiga Larissa está sempre por Buenos Aires, acho que ela era de lá em uma vida passada !! Ela vai tanto para lá que eu até brinco que seria mais barato ela morar de vez por lá ! rsrs..

Sendo assim, pedi para que ela me desse a visão dela da capital portenha. Afinal, isso é que é legal, a gente conhecer os diferentes pontos de vista dos mesmos lugares, né ?

Dá uma olhada na Buenos Aires da Larissa:

 

– Destino:

Buenos Aires

 

– Quanto tempo ficou ?

20 dias, dessa vez para fazer um curso de espanhol.

 

– É uma viagem para que tipo de turista ? Tipo tem programação noturna e diurna ??? 

Buenos Aires é uma cidade bem democrática e depende somente da vibe em que você está. Se você quer fazer passeiozinho de lua-de-mel, consegue. Quer se acabar na balada? Consegue também. Quer levar o pai e a mãe pra uma viagem no exterior? Buenos é uma boa. Não tem essa de público específico para Buenos Aires. Você que vai fazer sua viagem do jeito que você quiser. 😉

 

– É uma viagem cara ?

Aqui também vale a mesma resposta da pergunta anterior. Se você quiser live like a king em BUE, você pode ir nos bairros mais caros e fazer os programas mais rycos da face da terra. Já se você for mochileiro, fique no centro. Você vai gastar bem menos, comer razoável e não vai ter a sensação de que vai voltar pobre pro Brasil. 

 

Interior do Teatro Colón 

– Transporte e hospedagem lá, como é ? 

Buenos Aires é uma cidade REPLETA de hostel, ao contrário das cidades brasileiras. Tem hostel para quem quer fazer bagunça, tem hostel para quem quiser ficar tranquilo… Eu já fiquei em vários hostels (hostels, hosteis?) por lá: no centro, fiquei no Obelisco e no Florida; em Palermo, fiquei no Che Lulu, no Kapake e no Vanilla Hostel. Dos dois do centro, o melhor disparado é o Florida, que tem banheiro compartilhado em cada quarto (logo, torça para você dividir quarto com gente limpinha). Além disso, a bagunça fica no térreo, enquanto no Obelisco a bagunça é all over the place. O staff de nenhum dos dois é simpático, e não me refiro somente à famigerada “simpatia” portenha, visto que os brasileiros que trabalham no Florida também não se esforçam para serem agradáveis.

 

Já os de Palermo, com exceção do Vanilla Hostel, são para quem quer ficar mais perto do fervo e num ambiente mais tranquilo. O Che Lulu é bem calmo, às vezes até demais para quem está viajando sozinho. Não tem bagunça, não tem barulho, está numa rua super tranquila de Palermo. O Kapake é maior que o Che Lulu e é um pouco menos tranquilo. O único porém é que no Kapake não é permitido a entrada de ninguém, sim, NINGUÉM, que não esteja hospedado no hostel. Não adianta levar peguete, amigo, mendigo ou coisa que o valha pra lá. Você não vai poder entrar com ele no hostel e ponto.

 

O Vanilla Hostel não é ruim, mas está longe de ser um hostel típico de Palermo. Tem muita bagunça, música alta o tempo todo, a limpeza não é das melhores. Enfim, é um hostel normal. E não está tão bem localizado em Palermo (longe do burburinho).

Transporte em BUE é uma coisa de louco. Táxi é barato, metrô é barato, ônibus é barato. Além disso, por ser uma cidade plana, você pode alugar uma bike e se locomover tranquilamente por lá. E, se prepare: você vai andar MUITO já que tudo é muito perto.

 

Sombras do Cemitério da Recoleta 

– O que mais gostou ?

Eu sou mega suspeita para falar de Buenos Aires. É um amor incondicional que eu acho que só vou sentir igual quando eu for mãe. Dessa vez, fiz muito passeio típico de turista por lá, já que das outras vezes eu fiz questão de viver como moradora.

O que eu gostei demais foi conhecer o Museu Nacional de Belas Artes, perto do Cemitério da Recoleta e da Flor de Metal. Nunca imaginei que um dia iria encontrar Renoir e Monet num museu sulamericano. Fiquei surpresa mesmo.

Outra coisa que eu adorei foi ir no Teatro Colón assistir a um concerto matinal gratuito no domingo. Essa é uma dica boa: se vocês gostam de passeios culturais, dêem uma checada de vez em quando no site do teatro. Sempre tem algum evento gratuito e você pode conhecer mais um ponto turístico da cidade.  

 

– O que não gostou ? 

Eu não tive uma boa experiência com o Zoológico de Lujan, aquele em que você passa a mão nos animais, pode passear com o leão etc. Talvez porque eu fui na época de julho, numa friaca do cão, e cheio de crianças em férias correndo para lá e para cá. Filas intermináveis, bichos extremamente sonolentos e meu pé congelando não formam uma combinação agradável. Além do que, 130 pesos para um passeio de índio não é comigo.

Bem, mas essa foi uma impressão minha. Tenho amigos que foram e acharam o máximo, que adoraram e que queriam viver lá dentro abraçado com um gorila. Vai de cada um. 

 

Mães da Plaza de Mayo 

– Alguma dica para quem quer ir pra lá ?

 Ixi, agora que o bicho pega, rs. Para quem for ficar muito tempo, tipo 20 dias, eu recomendo fazer um passeio por dia e não gastar a munição toda no começo da viagem, já que a cidade pode ficar meio com cara de SP depois. Para quem vai ficar pouco tempo, acho legal dividir a cidade em zonas. Um dia para conhecer os pontos turísticos do centro é suficiente e eu recomendo a quinta-feira à tarde para isso, que é o dia em que as mães da Plaza de Mayo se reúnem na praça. Nesse mesmo dia, depois de visitar a Plaza de Mayo, a Casa Rosada, a Catedral, a calle Florida, a Galería Pacífico e o Obelisco, passe pelo Puerto Madero e veja a Ponte de la Mujer. Se você é low budget, não jante por lá. Você vai gastar, fato. A não ser que você pare em alguma barraquinha de choripán, que é uma delícia apesar do cheiro que impregna nas suas veias depois.

 

Em outro dia, faça um tour pela Recoleta. Museu Nacional de Belas Artes, Flor de Metal, Cemitério da Recoleta, Buenos Aires Design (pra quem é de design) e Malba. Se ficar até a noite, pode ir no Hard Rock para comer, no Portezuelo para beber, na praça de alimentação do shopping ou em algum restaurante na frente do cemitério.

 

Próximo dia: vá até Palermo. Aliás, Palermo eu dividiria em dois dias: um para compras e outro para passeios. No dia para compras, vá nos outlets nem tão baratos da Gurruchaga e na av. Cordoba. Dica: compre em lojas argentinas. Não me vá para a Argentina comprar Adidas e Puma que eu vou ficar com vergonha de você, rs, que não aproveitou nem um pingo da moda portenha.

 

No segundo dia de Palermo, eu iria ao planetário, ao zoológico e aos bosques, além de dar uma paradinha nas plazas Serrano e Itália nos dois dias para beber.

 

No domingo, feira de San Telmo, claro. Eu não sou muito fã de feiras hippies, mas né… é praticamente patrimônio cultural. Aproveita e tira uma foto com a Mafalda.

 

Além desses passeios, têm os passeios pra fora da cidade, tipo Colônia, Punta e Montevidéu no Uruguai (passeio feito de Buquebus) ou Tigre e Mar del Plata.

 

Planetário

Super massa a colaboração da Larissa, né ? Muitas dicas pra quem pretende ficar em hostels por lá, hein ?!

 

 

Autor

Juliana Rosa é apaixonada por viagens, esportes, arte, música e criatividade em geral e conta aqui no blog um pouco das suas andanças.

2 Comments

  1. Boa iniciativa, Tripfeeling!
    Gostei das dicas de hostels (não sabia que eles eram chatinhos por natureza) e de sua ‘entrevistada’ dar várias opções.
    E do zoológico achei muito bom ter outro olhar. Seeeempre vejo fotos de todos que vão lá passando a mão dos tigres, leões…
    🙂

  2. Então, isso é q é interessante, olhar sob outra ótica, né ? Eu tb já tinha ouvido falar super bem desse zoológico, inclusive de uma pessoa que foi pra lá especificamente pra isso !
    E sobre os hostels, achei super legal a contribuição dela pq como ela já foi várias vezes, ela tem várias dicas, desde os super calmos, aos mais “fervo”, fala tb dos “chatinhos”…. 😉

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